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sábado, 24 de maio de 2014

Top 5: Personagens Favoritas | Miguel


     Olá leitores! Aqui vai o meu Top 5 que reúne as minhas personagens literárias favoritas. Mais uma vez, também não consegui pô-las por ordem, por isso o top não se encontra por ordem de preferência.

Lord Voldemort
     Indubitavelmente não tenho muita afinidade com personagens principais. As secundárias e os vilões chamam sempre mais a minha atenção, e este é um desses casos. Gosto d'aquele-cujo-nome-não-deve-ser-pronunciado, pois é uma personagem muito forte, com uma personalidade profunda e complexa. Tem um passado dramático e é o seu objectivo de vida que dá conteúdo à saga Harry Potter: para além de querer ver Harry morto, Voldemort quer evitar a morte e ser imortal.


Severus Snape
     Ainda dentro da saga Harry Potter, incluo neste top o Severus Snape. Nunca uma personagem me surpreendeu tanto como ele. O professor de Hogwarts é, talvez, a personagem mais corajosa que alguma vez vi. Tal como Voldemort, esta personagem é marcada pelo seu passado dramático e pelo seu objectivo de vida: manter a memória de Lily viva e ajudar Dumbledor a derrotar o senhor das trevas. Acho também curiosa a forma como Snape consegue estar no lado do bem e no lado do mal ao mesmo tempo, o que só demonstra a força deste personagem. Para lerem mais sobre a saga Harry Potter, cliquem aqui.


Jay Gatsby
     Jay Gatsby é o protagonista do clássico O grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald. Esta é uma personagem misteriosa, sobre a qual ninguém sabe ao certo quem é na realidade, pois contam-se várias histórias sobre o seu passado. Gatsby tinha tudo o que um homem podia querer. Este dava festas extravagantes, cheias de animação, dança e excessos. Contudo, Gatsby estava sempre sozinho na sua vida, pois ele só queria uma pessoa apenas.
     Uma personagem à qual me apeguei durante a leitura do livro e que acabou por me deixar triste. Adoro a sua personalidade, humildade e gentileza. A prova de que o dinheiro e os luxos não são tudo na vida.



Lisbeth Salender
     A trilogia Millennium, de Stieg Larsson, tem duas personagens como principais e Lisbeth Salander é uma delas. Ela é uma investigadora freelancer e Hacker na internet. Possuí memória fotográfica e é a personagem mais inteligente e capacitada que conheço. É independente e também sociopata. É uma rapariga com uma passado trágico, o que acaba por fazer dela uma mulher forte. É a prova de que as aparências iludem, pois nos livros ninguém acredita que é super inteligente e talentosa.




Augustus Waters
     Apesar de não ter gostado lá muito do livro The Fault in our Stars, de John Green (cliquem aqui para lerem a minha opinião sobre este livro), consegui tirar deste livro uma das minhas personagens favoritas. Gus, como é conhecido, é um rapaz que sofre de osteossarcoma. Toda a sua maneira de ser e a sua filosofia de vida inspiraram-me. Ele é uma pessoa que aproveita o presente como se não houvesse amanhã, sabendo sempre dizer o certo na altura certa. Identifico-me bastante com o seu objectivo e grande medo na vida: deixar a sua marca no mundo, para evitar ser esquecido depois de morrer.


     E é tudo, espero que tenham gostado! Digam-me quais as vossas personagens favoritas, e se se identificam com o meu top 5. Cliquem aqui e aqui para verem os nossos outros top 5 sobre livros preferidos :) Boas leituras...

Top 5: Personagens Favoritas | Patrícia


     Olá leitores! Decidimos fazer um Top 5 das nossas personagens literárias favoritas e sinceramente, não sei bem qual a ordem em que havia de por as personagens, portanto a ordem acaba por não ser muito relevante. Então aqui vai:

Fred Weasley/ Luna Lovegood
     Eu não queria encher o meu top de personagens de HP e a minha ideia era escolher apenas uma, mas foi impossível pois adoro tanto o Fred como a Luna. Sinceramente não sei explicar o porque de preferir o Fred ao George, mas enquanto lia os livros senti sempre uma maior afinidade com ele. Além disso, os rapazes engraçados são os melhores. A Luna é aquela rapariga um pouco estranha e diferente e até certo ponto relaciono-me com isso. A minha característica favorita nela é a sua ingenuidade e a forma como ela diz as coisas, que nem sempre se quer ouvir de forma tão natural. Para lerem mais sobre Harry Potter cliquem aqui.


Mark Petrie
     Mark é uma personagem principal no livro A hora do vampiro, de Stephen King. O Mark é uma criança, não sei bem a idade mas não deve ter mais de 12 anos. Ele é um badass nerd, que consome especialmente qualquer tipo de conteúdo relacionado com monstros, o que faz dele praticamente uma enciclopédia ambulante. No seu primeiro encontro com um vampiro mostra-se assustado, como é natural, mas prepara-se para o próximo encontro e torna-se um mini-caçador de vampiros e é tão awesome!


Arya Stark
     Esta personagem, mais uma vez, é uma criança super badass. Não gosta nada das coisas que as mulheres faziam na época medieval e quer aprender a usar uma espada e lutar, tal como os irmãos. Eu só li o primeiro livro - A Game of Thrones - mas acompanho a série televisiva. No entanto tanto, nesse primeiro livro, como 1ª temporada (que corresponde ao livro), esta personagem faz uma transição livro-televisão excelente.



Vencedores dos Hunger Games - Haymitch Abernathy, Johanna Mason e Finnick Odair
     Para mim, o Haymitch é uma das melhores coisas dos Hunger Games. Ele é aparentemente um bebêdo que não se interessa por mais nada senão ele mesmo, mas depois começamos a ver que ele tem mais camadas e se interessa genuinamente pela Katniss, o Peeta e a causa. Quando sabemos o que o Capitólio faz aos vencedores, percebemos que vencer os jogos da fome talvez não seja grande vantagem. Conhecemos então a Johanna, que é uma revoltada, e o Finnick, que é um rapaz sexy e sensível. Ou seja, o meu tipo favorito de pessoas. 


Alice Maxwell 
     Alice é uma das personagens do livro Cell, de Stephen King. Ter de escrever sobre esta personagem deixa-me triste por razões que não posso dizer. Ela é simplesmente uma adolescente assustada que se encontra numa situação extrema. :'( Ela é adorável e quem não gostar dela não tem coração.


     E é tudo, espero que tenham gostado! Digam-me quais as vossas personagens favoritas, e se se identificam com o meu top 5. Cliquem aqui e aqui para verem os nossos outros top 5 sobre livros preferidos :) Boas leituras...

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Análise: A Metamorfose - Franz Kafka [SPOILER ALERT]


       Trago-vos desta vez a minha opinião sobre o primeiro livro que li do autor Franz Kafka. A Metamorfose conta a história de um homem, chamado Gregor Samsa, que ao acordar numa manhã que tinha tudo para ser normal, repara que o seu corpo sofrera uma metamorfose, transformando-se num corpo de insecto. É nestas condições que Gregor tem de enfrentar a realidade agora, e é este aspecto que torna este livro uma leitura interessante.
       Devo confessar que no inicio senti que esperava mais deste livro. Talvez isto se deva ao facto de ter achado a escrita do autor um tanto confusa. Por vezes perdia-me no desenvolvimento do seu raciocínio, devido ao facto de estar constantemente a inserir, entre travessões, informação adicional às frases. Mas depois acabei por me habituar a isto e acabou por se uma boa leitura. Em termos de enredo, devo dizer que fiquei triste com o final e irritado com o comportamento da família de Gregor. É neste pormenor que se encontra o verdadeiro cerne da história... a grande mensagem que o autor quer transmitir.


       Com a metamorfose de Gregor, Kafka demonstra o lado mais preconceituoso do homem. Digo isto pois, a sua família, ao ver o insecto em que Gregor se tinha tornado, em vez de o apoiarem e tentarem perceber o que se passou, preferem dar mais importância à imagem, à reputação e ao perconceito. Estes fecham-no no seu quarto, que passa a ser o mundo dele. Ele não sai desta divisão nem tem contacto com outras partes da casa, assim como com os seus pais e a sua irmã. Porém, esta última costumava limpar-lhe o quarto e dar-lhe de comer: abria a porta, colocava no chão um tabuleiro previamente preparado com restos de comida e apressava-se a fechar a porta, para não ter contacto (nem se quer visual) com o irmão. Quando esta entrava no quarto para as limpezas, Gregor enfiava-se debaixo de um cadeirão e cobria-se com um lençol (O cadeirão e o lençol são um forte símbolo de preconceito e desprezo nesta história. Representam a vida trsite que Gregor tinha), tudo devido ao preconceito da família, que nem suportavam vê-lo. Este foi o pormenor que mais me irritou e que mais me fez reflectir na mentalidade do ser humano, visto que Gregor sustentava a família e garantia-lhes estabilidade financeira. Este nutria um grande carinho pela irmã, estando disposto a investir no talento dela num conservatório de música. Por isso, Gregor não merecia o comportamento que a família teve com ele.


       Outro aspecto que me surpreendeu bastante foi o facto de Gregor apenas ser apanhado de surpresa pelo seu novo corpo durante breves instantes, pois assim que percebeu que estava atrasado para o trabalho e que isso traria problemas à sua vida, deixou de se preocupar consigo, e passou só a pensar que dentro de pouco tempo o chefe dele estaria na sua casa a perguntar o porquê de não ter aparecido no escritório. Um homem encontra-se numa situação bizarra, que deixaria qualquer pessoa em pânico, e mesmo assim tem de se preocupar com as tarefas e responsabilidades do dia a dia, colocando-as acima de tudo. Aqui percebi que realmente, o homem está muito dependente do tempo e do trabalho, que acaba por nos ocupar a maior parte do dia.
        Ao isolar-se do mundo, começa-se a verificar que não foi só o corpo de Gregor a sofrer uma transformação. O seu psicológico e o seu "eu" começam a adaptar-se à vida de insecto, sendo que Gregor perde a fala e os seus hábitos alimentares. Passa o tempo a subir às paredes e ao tecto e a olhar pela janela. Aqui, a janela constituí um meio que Gregor tem de se conectar ao mundo, apesar de, com o tempo, ir perdendo a boa visão que tinha, começando a ter uma muito turva e desfocada.


       Outra alteração na sua mentalidade que me chocou bastante foi o facto de Gregor se redimir a sua condição de insecto, quase perdendo a sua personalidade. Já não bastava a atitude que a família assumiu perante ele, como também Gregor aceitava essa atitude. Não era só a família que queria que ele se isola-se no quarto, ou cobrisse a sua forma com um lençol debaixo do cadeirão... ele próprio queria esconder-se, não queria que a família o visse. Houve partes em que Gregor tentava ver um pouco da sua casa, sendo que a única forma que olhar para a sua família era esconder-se no escuro. Senti que nestas partes, Gregor era feliz por olhar para lá das paredes do seu quarto, apesar de os pais e a irmã não suportarem sequer ver o seu corpo de insecto.
       Como já referi, o final deixou-me muito triste e chocado, pois a família nem sofreu com a morte de Gregor. Este morreu num quarto já sujo, num corpo magro e fraco e só depois de morto é que a família se apercebe que ele não estava bem nutrido, devido à falta de apetite que sentia tempos antes da sua morte. Nunca uma família me tinha chocado desta maneira!

       Esta acabou por ser uma excelente leitura, que me fez pensar na mentalidade das pessoas... muitas delas cheias de preconceito. Este é mesmo um clássico que deve ser lido por todos!

sábado, 10 de maio de 2014

Desabafos sobre Harry Potter

       Tenho andado a retomar as minhas leituras potterianas. Comecei recentemente a ler Harry Potter e o cálice de fogo e não me arrependo nada de só ler Harry Potter agora que tenho 18 anos. Muita gente leu quando era criança, tanto que esta é uma saga que está categorizada na secção infanto-juvenil, mas eu acho que HP não pode ser categorizado desta maneira, pois este tipo de livros são bons de se ler a qualquer idade. Contudo, acho que teria gostado de ler HP quando era mais novo... quando passava os meus dias em casa a ver os dois primeiros filmes. Mas como nesta altura eu não tinha as capacidades de leitura nem os gostos literários que tenho hoje, ler HP agora é muito melhor, pois com uma mentalidade mais crescida, consigo apreciar tudo o que há de bom nesta saga.


       Já me tinha esquecido de como é boa e divertida a escrita da J. K. Rowling. Todo aquele mundo pormenorizado e empolgante me prende ao livro a cada página que leio. Algumas personagens já me fizeram rir bastante. Sem dúvida, ler Harry Potter é sempre bom para renovarmos a nossa leitura, e com isto quero dizer que, com alguns livros que me desiludiram recentemente, outros que não me surpreenderam assim tanto como surpreenderam outras pessoas (como por exemplo A revolta, de Suzanne Collins, e TFIOS, de John Green ), ler HP é como regressar às raízes... regressar aos livros que têm um grande significado para mim e que eu sei que não me vão desiludir. Mesmo que eu saiba o enredo de cor e já saiba o desenlace dos mesmos, ler Harry Potter é sempre surpreendente e divertido.


       Apesar de tudo, verifiquei neste quarto livro que a J. K., por vezes, desenvolve de mais as coisas. Quer dizer, é bom por vezes a autora dar pormenores ao enredo e desenvolver diálogos e explicações de determinadas coisas, mas acho que por vezes é exagerado, havendo certas partes nos livros (poucas) que se tornam um pouco sem interesse. Um exemplo disso é o capítulo em o cálice de fogo, em que J. K. descreve ao pormenor o jogo da taça mundial de Quidditch. A meu ver, este capítulo não tem grande importância.
       Uma coisa que os livros me estão a ajudar a fazer é conhecer melhor as personagens. Tenho andado a perceber que, na realidade, Amos Diggory é um grande convencido indelicado e inconveniente. Também tive a oportunidade de ver o quanto o Percy Weasley é convencido, sendo o único Weasley que não é simples e humilde.


       E isto é o que sinto a ler Harry Potter! Ainda não terminei o livro mas já li mais de metade. Quando terminar não farei análise nem sinopse. Penso que não valha a pena, visto que se trata de Harry Potter, não é? Desta Fantástica colecção que mostro nas fotos (as edições em português são minhas, em inglês da Patrícia), só me falta comprar o Talismãs da morte, que já ando à alguns meses atrás dele em lojas em 2ª mão. À Patrícia falta-lhe o Order of the Phoenix.

       Mischief managed