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sábado, 10 de maio de 2014

Desabafos sobre Harry Potter

       Tenho andado a retomar as minhas leituras potterianas. Comecei recentemente a ler Harry Potter e o cálice de fogo e não me arrependo nada de só ler Harry Potter agora que tenho 18 anos. Muita gente leu quando era criança, tanto que esta é uma saga que está categorizada na secção infanto-juvenil, mas eu acho que HP não pode ser categorizado desta maneira, pois este tipo de livros são bons de se ler a qualquer idade. Contudo, acho que teria gostado de ler HP quando era mais novo... quando passava os meus dias em casa a ver os dois primeiros filmes. Mas como nesta altura eu não tinha as capacidades de leitura nem os gostos literários que tenho hoje, ler HP agora é muito melhor, pois com uma mentalidade mais crescida, consigo apreciar tudo o que há de bom nesta saga.


       Já me tinha esquecido de como é boa e divertida a escrita da J. K. Rowling. Todo aquele mundo pormenorizado e empolgante me prende ao livro a cada página que leio. Algumas personagens já me fizeram rir bastante. Sem dúvida, ler Harry Potter é sempre bom para renovarmos a nossa leitura, e com isto quero dizer que, com alguns livros que me desiludiram recentemente, outros que não me surpreenderam assim tanto como surpreenderam outras pessoas (como por exemplo A revolta, de Suzanne Collins, e TFIOS, de John Green ), ler HP é como regressar às raízes... regressar aos livros que têm um grande significado para mim e que eu sei que não me vão desiludir. Mesmo que eu saiba o enredo de cor e já saiba o desenlace dos mesmos, ler Harry Potter é sempre surpreendente e divertido.


       Apesar de tudo, verifiquei neste quarto livro que a J. K., por vezes, desenvolve de mais as coisas. Quer dizer, é bom por vezes a autora dar pormenores ao enredo e desenvolver diálogos e explicações de determinadas coisas, mas acho que por vezes é exagerado, havendo certas partes nos livros (poucas) que se tornam um pouco sem interesse. Um exemplo disso é o capítulo em o cálice de fogo, em que J. K. descreve ao pormenor o jogo da taça mundial de Quidditch. A meu ver, este capítulo não tem grande importância.
       Uma coisa que os livros me estão a ajudar a fazer é conhecer melhor as personagens. Tenho andado a perceber que, na realidade, Amos Diggory é um grande convencido indelicado e inconveniente. Também tive a oportunidade de ver o quanto o Percy Weasley é convencido, sendo o único Weasley que não é simples e humilde.


       E isto é o que sinto a ler Harry Potter! Ainda não terminei o livro mas já li mais de metade. Quando terminar não farei análise nem sinopse. Penso que não valha a pena, visto que se trata de Harry Potter, não é? Desta Fantástica colecção que mostro nas fotos (as edições em português são minhas, em inglês da Patrícia), só me falta comprar o Talismãs da morte, que já ando à alguns meses atrás dele em lojas em 2ª mão. À Patrícia falta-lhe o Order of the Phoenix.

       Mischief managed

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Desabafos sobre Os Maias




    Então hoje venho falar-vos um pouco sobre Os Maias. Li este livro por uma razão apenas: estudar para os exames. Quando comecei não tinha qualquer tipo de expectativas. Toda a gente dizia que é uma seca e blábláblá... mas decidi tentar e devo dizer que gostei muito mais do que estava à espera. Não vou fazer aqui nenhuma análise, nem resenha, nem nada desse género, até porque supostamente aprende-se isto na escola. Este post é apenas um desabafo, não é nada sério. 
    Esta é a história de uma família, os Maias (que inesperado). No século XIX, quando Afonso decide ir viver para uma casa chamada Ramalhete e é a partir daí que a história se começa a desenrolar. Nota-se também ao longo da narrativa a forte critica social feita por Eça de Queirós à sociedade portuguesa dessa altura.


    Primeiro, à que dizer que este livro é de facto uma seca, não no sentido da ação, pois essa é cheia de peripécias e reviravoltas. É no sentido da descrição. Parágrafos e mais parágrafos a descrever coisas que sinceramente não interessam a ninguém. Segundo, desde que a ação começa, fiquei a amar o livro. Foi quase como ler uma novela: sempre coisas a acontecer, coisas que sinceramente só mesmo em ficção, ou então só naquela sociedade, nem sei...

    A partir daqui vão haver muitos SPOILERS, mas honestamente não são spoilers nenhuns porque este livro é um clássico, por amor de Deus. A parte que me agarrou à história foi quando Afonso tem uma espécie de flashback, em que relembra os tempos em que era mais novo, a altura em que se casou e teve um filho, o Pedro, que era um mariquinhas de primeira. Digo isto porque em pequeno não saía das saias da mãe e depois de ela falecer parece que ficou apático até conhecer Maria Monforte. Casa-se com ela contra a vontade do Pai, tem dois filhos e ela depois muito agradecida por tudo o que ele fez por ela, foge com um italiano para França e ainda leva a filha. Pedro, coitadinho, vê-se sozinho com um filho e volta para casa do pai com o bebé a pedir desculpas e é ai que se suicida. Tudo isto acontece nas primeiras páginas e eu a pensar 'bem isto vai ser interessante', mas não. O meio do livro é um pouco parado mas continua a ser interessante e é toda uma ação que leva ao desenlace final. Afonso (pai de Pedro) cria o neto Carlos após a morte do filho e tenta ainda encontrar a neta mas, segundo consta, a menina faleceu. Mas não faleceu nada, não senhor, isso é que era bom. Então não é que a menina acabou por ir dar a Lisboa e sem o saber apaixonou-se pelo irmão, Carlos, com o qual começou uma relação incestuosa! Ele no fim acaba por descobrir e em vez de parar (de ter nojo da situação) continua a ir 'dormir' a casa da irmã. Isto acaba por dar cabo de Afonso que, já com 80 anos, acaba por morrer de desgosto. Depois sim, Carlos manda a irmã para Paris e ele próprio deixa Portugal por dez anos.

    No geral gostei bastante da história. A minha personagem favorita foi, sem duvida, o Afonso da Maia. Era um homem rígido mas que adorava crianças e que apesar de todos os desgostos que teve, manteve sempre a sua serenidade. Era simplesmente fantástico e coitado, a família não se escolhe... Acho que é isto, peço desculpa pelo sarcasmo todo e se não o perceberam então voltem a ler ou assim...